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Links de Segunda: Jogos de Inverno

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    Na semana passada eu joguei o jogo Snowball, do estúdio americano PixelJam que criou támbem o DinoRun. Depois de jogar o Snowball, eu acabei lembrando de outros jogos com essa temática de neve que acabaram consumindo meu tempo. Snowball é um jogo no estilo pinball no tema de um campo de neve e as bolas são bolas de neve de vários tamanhos. Esse jogo tem muitas passagens secretas e o cenário é bem grande.

    O primeiro jogo que eu lembrei foi a continuação de Learn To Fly, Learn To Fly 2, do canadense Lightbringer777. Esse jogo é mais um naquele estilo “arremesse algo bem longe” e você precisa ajudar o pinguim a sair voando do seu iceberg procurando por vingança.
   
    E então eu lembrei do impressionante Icebreaker Gathering, do estúdio inglês  Nitrome, criadores de muitos sucessos. Nesse jogo você tem que libertar os vikings de dentro dos blocos de gelo, usando o mouse para cortar o gelo e colocar os vikings congelados dentro do barco.

    E vocês conhecem algum jogo com essa temática de inverno? Comentem no nosso blog ou na nossa página do Facebook.

Por Vitaliano Palmieri Neto

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Os templos do Crowdfunding

    Não é só de Kickstarter que vive o Crowdfunding, existem outros sites em vários lugares do mundo oferecendo o mesmo serviço, mas eles não oferecem exatamente o mesmo serviço  cada um deles tem suas limitações e suas vantagens.
    Vou colocar aqui a minha opinião sobre eles, pois não tenho como definir vantagens e desvantagens de forma universal. E lá vão minhas opiniões de alguns sites de Crowdfunding:


    - Kickstarter: É o maior site de Crowdfunding do mercado, aceita apenas projetos que tenham sede nos Estados Unidos e que possuam algum documento americano; também não permite projetos de caridade, religiosos, compra de bens ou manutenção de custo de vida (veja a lista completa aqui). Cobra de 8% a 10% do valor obtido, 5% são para o Kickstarter e os outros 3% a 5% são para o AmazonPayments. A parte boa é que o Kickstarter é um dos mais antigos sites desse ramo, com isso tem uma grande credibilidade com a comunidade e outro ponto é que ele está no centro das atenções no momento e isso facilita a divulgação do seu projeto.


    - IndieGoGo: Vem sendo muito usado para ajudar a financiar todos os tipos de projetos independentes. Os projetos de destaque geralmente são europeus, pois diferente do Kickstarter, ele aceita projetos de boa parte mundo, incluindo o Brasil. Não tem muitas limitações do que pode ou não, mas deixa claro que o projeto precisa estar dentro da lei para ser aceito (os termos de uso você pode ver aqui). Cobra de 7% a 12% do valor arrecadado, de 4% a 9% para o IndieGoGo e os outros 2% a 3% para as instituições financeiras. O problema é que ele fornece dois métodos de financiamento para o desenvolvedor escolher, o fixo e o flexível. Escolhendo o fixo o desenvolvedor só recebe o dinheiro se ele alcançar a meta de arrecadação, já no flexível o IndieGoGo cobra 9% mais as taxas e o desenvolvedor recebe o valor independente de ter alcançado a meta ou não, ficando assim mais difícil de concluir um projeto sem o total do orçamento e por sua vez diminuindo a chance do usuário ganhar sua recompensa.


    - Catarse: Foi o primeiro site de Crowdfunding do Brasil, é usado com mais frequência para projetos de arte, música e dança, mas ele aceita uma grande variedades de segmentos. O fato de ter sido criado para brasileiros ajuda muito na hora de pagar, pois aceita Paypal e MoIP, podendo assim aceitar a maior parte das bandeiras de cartão usadas no Brasil e ainda gerar o famoso boleto bancário que é muito usado por aqui. Cobra de 11% a 13%, 7,5% para o Catarse e de 3,5% a 5,5% para o PayPal e o MoIP. Uma vantagem que o Catarse tem com relação aos  outros é que ele dá uma segunda chance para projetos que tiveram uma boa aceitação, mas impõe novas condições para essa segunda chance.


    - Let’s: Esse é para quem quer fazer um apelo mais sócio-cultural, tendo na maior parte projetos humanitários ou sociais. Essa pegada pode atrair muitos desenvolvedores com o intuito de fazer jogos educacionais ou serious games, já que o público do site tem esse perfil humanitário. Cobra de 12,4% a 21,4%, de 10% a 15% para o Let’s e de 2,4% a 6,4% para instituições financeiras. O Let’s usa o mesmo princípio do IndieGoGo, permitindo que o criador do projeto arrecade todo o dinheiro levantado mesmo sem atingir a meta, o que pode ser um problema para os usuários.

Bom, é isso!
Por Vitaliano Palmieri Neto

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Links de Segunda: Edição Lições de Vida

    Na semana passada eu acabei viciando em um webgame chamado Fixation, criado pelo americano Eli “2DArray” Piilonen. Nesse jogo você controla uma garota com problemas de ansiedade e estresse que passa por algumas dificuldades na vida.



Fixation - 2DArray

    E como esse jogo conseguiu me prender tanto em história quanto em jogabilidade eu resolvi relembrar alguns jogos que me fizeram refletir sobre a minha vida ou sobre algum assunto polêmico.



One Chance - Awkward Silence

    O primeiro que veio na minha mente foi o One Chance, do estúdio inglês Awkward Silence. A história do jogo é simples, todos os seres vivos da Terra irão morrer em seis dias e você tem apenas uma chance de mudar isso. Mas quando eu digo uma chance, é uma chance mesmo, esse jogo não tem botão de replay, para jogar de novo você tem que apagar o cache e os cookies do seu browser.



Everyday The Same Dream - Molle Industria

    Um outro jogo que também me fez ficar pensativo foi o Everyday The Same Dream, criado pelo italiano Paolo Pedercini, esse jogo mostra coisas da rotina de qualquer trabalhador de escritório, de não tomar café da manhã por estar atrasado, pegar trânsito para chegar ao trabalho e fazer aquela pausa durante o trabalho para matar o tédio. O estilo artístico do jogo é bem minimalista e bem resolvido também, inclusive foi o que me fez ter interesse em jogar esse jogo.

Por Vitaliano Palmieri Neto (filosofando com esses jogos de segunda categoria)

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Hitmania! Postmortem #1 - Parte 3: Dando codinome as bolas

    Quem me conhece pessoalmente sabe que eu sou péssimo em lembrar nomes, mas o que muitos não sabem é que além disso eu sou péssimo para criar nomes e essa dificuldade nunca tinha sido tão decisiva até o dia que decidimos dar um nome interno para o projeto.


Protótipo de HUD da Hitmania!

    Quando entrei no projeto Senninha GP, ele era chamado internamente de Senninha, Jogo do Senninha ou de vez em quando de Super Brazillian Running Hero (esse nome tem uma loooooonga história) e por causa disso acabei não participando dessa parte da criação desses nomes. Mas o problema é que o jogo de arremessar bolinhas na tela estava sem uma identidade, sem um nome, ou melhor, sem um codinome e todos do estúdio, incluindo eu mesmo, precisávamos participar dessa etapa, pois sabíamos que o nome definitivo do jogo só seria desenvolvido na fase final do projeto, dando tempo para pensar melhor no nome definitivo, como aconteceu com o Senninha GP.

    Começamos com uns nomes bizarros e fomos ajeitando aos poucos, não me lembro de muitos nomes que chegaram a ser escritos na nossa lousa da votação, mas lembro que demoramos semanas para chegar em uns dez nomes aceitáveis e acreditem, dos dez o escolhido foi Balls For Fun. Agora você pode imaginar que se esse foi o escolhido, os outros eram bem mais estranhos.


Mielvis - Um dos protagonistas do Hitmania!

    Esse nome, Balls For Fun, chegou a gerar algumas polêmicas por aqui, inclusive por causa da provável sigla BFF que muitos entenderiam como Best Friends Forever e no fim das contas a gente acabou simplificando o nome para Bofo, usando uma técnica milenar chamada Fuxoração de nomes Gringos, primeiro nós usamos a sonoridade escrita em português e ficou assim Bóls For Fan, colocamos uma batata na boca e tentamos falar esse nome e o resultado foi Bofofan que acabou virando Bofo por simples preguiça. E foi assim que o projeto recebeu dois nomes, Balls For Fun para a organização dos arquivos e Bofo para os mais íntimos.

Por Vitaliano Palmieri Neto

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Links de Segunda: Edição de Um Botão

    No fim de semana, eu estava lá no meu canto jogando Orcs Must Die!, apertando todas as teclas do teclado (W, A, S, D, V, B, 0…9, Espaço, Enter). Mas realmente precisa de tudo isso de teclas ou botões para fazer um jogo divertido? Algumas pessoas discordam disso e resolveram fazer jogos onde você controla o personagem usando apenas um botão, vou citar os três que eu achei melhores.


    O One Button Bob foi produzido pela australiana Ninjadoodle, o jogo consiste em uma espécie de Indiana Jones tentando pegar o tesouro de uma caverna, você controla o Bob usando apenas o clique do mouse, porém para cada cena ele tem uma ação diferente quando você clica no jogo.

    O Canabalt é bem mais famoso e ganhou alguns prêmios, foi feito pelo americano Adam Atomic, nesse jogo você controla um homem correndo pelo topo dos edifícios de um ambiente distópico.


    Por último temos o Poto & Cabenga, que for produzido pela inglesa Honeyslug, esse jogo foi feito para uma competição de jogos de um botão chamada Gamma 4. No jogo você controla dois personagens de uma só vez usando apenas o barra de espaço.

    Agora só falta mudar alguns conceitos e aplicar esse sistema de um botão e fazer o One Button Programming.

Por Vitaliano Palmieri Neto ( +++     +++  +  ++ ++++ ++  +++ +++  +  ++    + ++ ++ + ++    + ++ +++  ++  +   ++ ++++  +      ++  + + ++ ++ +  +      ++   +  ++ +  + ++ +++  ++    + +++  +  ++ +  + ++ ++++).

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O dízimo do Crowdfunding

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    O que é Crowdfunding (Financiamento colaborativo)? Crowdfunding é um formato de financiamento para projetos que usa o dinheiro “doado” pelos fans para produzir o projeto.

Hoje em dia muitas pessoas participam dessa nova tendência da internet, seja ajudando projetos com “doações” ou criando projetos para serem financiados nesse formato.

    O Crowdfunding tem crescido gradualmente e muitas empresas entraram nesse ramo (IndieGoGo, Catarse.me, Let’s, 8Bit Funding) , mas em 2011 houve um mega-boom em popularidade rendendo uma arrecadação de mais de 99 milhões de dólares do principal e mais famoso site de Crowdfunding: Kickstarter. Que só no começo de 2012 arrecadou mais de 6 milhões para financiar esses 3 projetos: Double Fine Adventure, Elevation Dock e The Order of the Stick Reprint Drive.



    Um dos problemas do Crowdfunding é que para ajudar um projeto que você tem interesse, você passa o dinheiro para essa instituição que por sua vez, passa o dinheiro para o desenvolvedor do projeto, mas esse dinheiro não chega inteiro na mão do desenvolvedor, pois além da taxa padrão de cartão de crédito e das instituições financeiras, esses sites cobram um valor de 4% a 10% do valor por “doação”, ou seja, quando você vê que um projeto arrecadou U$ 100,00, na verdade o desenvolvedor desse projeto recebe de U$ 83,00 a U$ 91,00 dependendo do site que ele usou.
    Mas qual é o motivo das aspas em “doação”? O motivo é que os sites de Crowdfunding vendem uma intenção de investimento no projeto, mas como eles imoralmente não deixam claro para os “doadores” que eles cobram uma porcentagem de cada transferência, as pessoas acreditam que estão fazendo uma doação literalmente.


    Outro problema é que ninguém, além do desenvolvedor do projeto, garante que você irá receber seu prêmio por “doar” ou que esse dinheiro será usado exclusivamente para o projeto. Isso faz com que os apoiadores do projeto tenham que correr atrás dos desenvolvedores para obter o prêmio, eliminando assim mais um custo para as empresas de Crowdfunding, que acharam um jeito ótimo de ganhar dinheiro.
    Esse é o primeiro de uma série de posts sobre Crowdfunding, no próximo falarei sobre algumas empresas nacionais e internacionais desse ramo.

Por Vitaliano Palmieri Neto

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To jogando qualquer coisa!

    Se passar na minha frente com o joystick eu saio apertando os botões. É sério! Acho que se alguém chegar pra mim com um jogo do “My Little Pony”, eu jogo e termino ele.

    Falo isso porque na minha opinião, todos os desenvolvedores de jogos precisam estar antenados no mercado de jogos, acompanhando notícias, vendo vídeos de gameplay, jogando, analisando os lançamentos e quando possível conversar com as pessoas sobre Jogos no geral, sem preconceito do jogo ser fraco, feio, mal feito ou até mesmo infantil.

VVVVVV - Terry Cavanagh


    Praticando isso que eu consegui aprimorar minha criatividade e aplicar o que funcionava bem em outros jogos, nos jogos que eu estava desenvolvendo, mesmo sabendo que eles não seriam obras primas, mas meu objetivo é entreter e prender o máximo possível os jogadores. Não tem como cumprir esse objetivo se você não tentar entender seu público alvo e nada melhor do que dar uma de psicólogo e se misturar com o seu público alvo para entendê-los perfeitamente.

Por Vitaliano Palmieri Neto (trabalhando disfarçado de jogador nos útimos 4 meses)

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lol VS huahuahuahua

Mas nenhum dos dois chega perto de Bawesome!

Por Vitaliano Palmieri Neto e Takeshi Oyama

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Links de Segunda: Fim do Mundo em 2012

    Para começar a semana bem, nada como destruir a humanidade umas 3 vezes logo pela manhã. Você acha que só os deuses, demônios, paí­ses bem armados, alienígenas, inteligências artificiais, explosões solares e meteoros podem destruir a humanidade? Agora você também pode aproveitar essa mais pura diversão!


 
    O primeiro jogo é bem antigo, mas é um clássico dos web games. Foi inclusive alvo de muitas tirinhas na internet. Se você já ouviu falar em “Shut down EVERYTHING!”, então você deve conhecer o jogo Pandemic 2, o objetivo é simples, destruir a humanidade. Para isso você usa um vírus, uma bactéria ou um verme e vai fazendo upgrades na sua praga para ela se tornar mais resistente, mais letal e mais contagiosa.

    O segundo jogo é o  I Am An Insane Rogue AI, lançado no ano passado e é um dos jogos que me tomou muito tempo, mas me deu uma boa diversão. Você controla um programa de Inteligencia Artificial que quer destruir a humanidade. Para cumprir o seu objetivo você tem que hackear os computadores espalhados pelo mundo. Uma das partes mais interessantes desse jogo é que você pode terminar o jogo de forma pacífica ou agressiva.

    O ultimo link de segunda categoria é o Zombies, Inc. esse saiu no começo desse ano e te coloca como CEO de uma empresa que fabrica produtos para zumbis, mas como tudo é dinheiro, você tem que transformar todo o mundo em zumbis para poder ter mais clientes para comprarem os seus produtos.


Por Vitaliano Palmieri Neto (que destruiu a humanidade umas doze vezes para espantar o tédio)

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Links de Segunda

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    Já que o Vinicius pode sair por ai distribuindo links de joguetes, eu também posso!
    E por isso vou compartilhar com vocês os dois jogos que me consumiram um enorme tempo de jogatina dentro do browser nos ultimos meses.
    O primeiro é um tower defense que foi lançado no meio do ano passado para web na ArmorGames e hoje já conta com uma versão para iPhone/iPod/iPad/iTudo, Kingdom Rush, que foi criado pelo estudio uruguaio IronHide.

Kingdom Rush - IronHide

    E o outro jogo é no estilo “lance algo o mais longe possível” que foi lançado em janeiro no AdultSwim que já conta com um port para Facebook e mais de 500 mil cliques juntando todas as plataformas, a continuação do Burrito Bison, o Burrito Bison Revenge que foi criado pelo estúdio canadense Juicy Beast.

Burrito Bison Revenge - Juicy Beast


    Espero que gostem dos links de segunda categoria feira.

Por Vitaliano Palmieri Neto